Confessei há dias, de regresso da Sicília, o meu desconhecimento de uma iguaria superlativa, as ovas de ouriço de mar. Um amigo que não leu essa nota mas que coincide em bom gosto, concordando com uma outra mensagem em que mostrava o meu enlevo por estas férias em Taormina, onde ele já esteve, falou-me das coisas obrigatórias, a beleza da paisagem, o mar, o Etna, o encanto da cidadezinha. Mas também de ter comido uma coisa excelente, “pasta ai ricci di mare”. “Les bons esprits…”
Perguntei por eles no meu hipermercado, o Jumbo do Alegro de Alfragide. Recebem-nos muito raramente, ano a ano, mas se eu quiser encomendar, vêm especialmente desde que os apanhem e avisam-me da chegada. Lá ficou a encomenda. Vou ter é de aprender a arranjá-los. E claro que não os vou fazer com massa, merecem esforço de invenção.
